Em um texto
anterior eu falei um pouco sobre a minha relação com minha mãe.
Temo haver
deixado uma impressão errônea a seu respeito falando apenas de um dos muitos
aspectos dessa relação.
Essa mulher
que descrevi como uma criatura frágil e temerosa do julgamento alheio, também
me ensinou muito sobre força, coragem e fé.
Não a fé
religiosa, de ritos e dogmas, mas aquela que vem da esperança.
De como quando
ela deixou sua família e o mundo que conhecia como referência, para se mudar
para a Bahia, quando casou-se com meu pai, que trabalhava como engenheiro
eletricista em plataformas de exploração petrolífera.
De como quando
deu a luz à sua primeira filha em uma Maceió que naquela época estava muito
mais próxima do imaginário popular sobre o cangaço do que de como se apresenta
agora. Com o marido e companheiro trabalhando fora em turnos de duas semanas. Longe da segurança de seu ambiente familiar.
De como ela e
meu pai sustentaram uma relação que durou mais de meio século até que ele
partisse na grande viagem que aguarda a
todos nós.
E de como
ela se mantém até hoje, aos 83 anos, apesar de alquebrada pela perda de seu
companheiro.
E sim,
muitas vezes, abusiva e manipuladora, romântica e realista, frágil e forte, e muito, muito corajosa.
Enfim,
fazendo o melhor que pode no momento, como todos nós, aprendizes e mestres que
somos, nessa imensa e maravilhosa escola que é a vida!
E termino
esse texto com as mesmas palavras que terminei o texto anterior.
Gratidão
mãe!
Com amor!
Wanda :o)

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