quarta-feira, 17 de maio de 2017

O quê aprendi com minha mãe



Em um texto anterior eu falei um pouco sobre a minha relação com minha mãe. 
Temo haver deixado uma impressão errônea a seu respeito falando apenas de um dos muitos aspectos dessa relação.
Essa mulher que descrevi como uma criatura frágil e temerosa do julgamento alheio, também me ensinou muito sobre força, coragem e fé.
Não a fé religiosa, de ritos e dogmas, mas aquela que vem da esperança.

De como quando ela deixou sua família e o mundo que conhecia como referência, para se mudar para a Bahia, quando casou-se com meu pai, que trabalhava como engenheiro eletricista em plataformas de exploração petrolífera.

De como quando deu a luz à sua primeira filha em uma Maceió que naquela época estava muito mais próxima do imaginário popular sobre o cangaço do que de como se apresenta agora. Com o marido e companheiro trabalhando fora em turnos de duas semanas. Longe da segurança de seu ambiente familiar.

De como ela e meu pai sustentaram uma relação que durou mais de meio século até que ele partisse na grande viagem que aguarda a todos nós.

E de como ela se mantém até hoje, aos 83 anos, apesar de alquebrada pela perda de seu companheiro.

E sim, muitas vezes, abusiva e manipuladora, romântica e realista, frágil e forte, e muito, muito corajosa.

Enfim, fazendo o melhor que pode no momento, como todos nós, aprendizes e mestres que somos, nessa imensa e maravilhosa escola que é a vida!
E termino esse texto com as mesmas palavras que terminei o texto anterior.

Gratidão mãe!

Com amor!


Wanda :o)

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